segunda-feira, 29 de setembro de 2014

3ª RÚSTICA DA SÃO JOSÉ

Sábado foi dia de Rústica na escola São José. As famílias vieram à escola para uma atividade diferente que faz bem ao corpo e à mente. Todos foram convidados a correr e torcer: crianças, adolescentes, adultos. Os presentes puderam saborear várias delícias, como o pastel e o gostoso cachorro quente preparado pelas merendeiras e professores da escola.
O lucro do evento será revertido para Equipe de Atletismo, que há anos nos brinda com muitas vitórias, além de contribuir para a saúde e autoestima dos nossos alunos.
O evento foi coordenado pelo Professor Daniel Sehn (coordenador do Projeto de Atletismo) e pela Equipe Diretiva. Parabéns a todos os envolvidos. A Rústica foi um sucesso!

Confira algumas fotos:


























ARQUEÓLOGO POR UM DIA

    No dia 20 de Agosto a turma do 7º ano participou do Projeto Arqueólogo por um Dia. Na parte da manhã aconteceu a parte teórica, onde bolsistas do curso de História da UNIVATES trabalharam conceitos importantes, como o de PATRIMÔNIO, ARQUEOLOGIA, SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS, PRÉ-HISTÓRIA DO BRASIL e do VALE DO TAQUARI.
     Na parte da tarde os alunos produziram uma vasilha de cerâmica, utilizando a técnica do acordelado, utilizada pelas índias Guaranis para fazer potes resistentes para armazenar água e comida. Em seguida os alunos fizeram uma escavação simulada, percebendo como é o trabalho dos arqueólogos na prática. Por último cada grupo remontou o pote de cerâmica, juntando os fragmentos encontrados durante a escavação. Foi um dia muito especial!


EXPOSIÇÃO DE ARTE

    No dia 21 de agosto as turmas do 8º e 9º ano foram ao encontro da arte no Sesc de Lajeado, juntamente com as professoras Taísa Locatelli e Cristiane Luceno. Na ocasião, puderam apreciar as obras do artista gaúcho Iberê Camargo, conhecido nacionalmente, obras estas que já haviam sido trabalhadas nas aulas de artes, porém, somente por fotografias e livros.

    Iberê faleceu em Agosto de 1994, aos 79 anos, deixando um legado no universo das artes. A exposição visitada faz parte de um projeto da Fundação Iberê Camargo, situada em Porto Alegre, onde a cada dois anos duas cidades gaúchas são contempladas com esta exposição itinerante, que desta vez beneficiou nossa cidade.

    Foi uma manhã de muitas conversas, reflexões e, principalmente, de observação, para que cada aluno pudesse conhecer e tirar suas próprias conclusões a respeito do trabalho do artista em relação à arte em geral. 













Turmas do 8º e 9º anos

UMA VISITA ESPECIAL

O 3º ano está fazendo muitas descobertas nesse ano de 2014. Junto com a profe Deisi, a turma realizou visitas nas casas dos alunos, conhecendo mais o Bairro Conventos, observando paisagens rurais e urbanas e valorizando a história do lugar que vivemos.

Vamos conferir algumas imagens?











COMO O GELO VEIO PARAR AQUI?

    Nada melhor do que contemplar a paisagem natural e alguns elementos culturais da paisagem, toda coberta de gelo. Chegamos naquela manhã gelada de quinta-feira com tudo branquinho. Quão grande nossa sorte de convidar os alunos do 3º ano para sairmos e caminhar nessa cobertinha branca! Todos bem agasalhados, com toucas e luva, para aproveitar a exploração em uma observação dirigida. Observar o que estava em nossa volta buscando compreender porque tudo estava assim. 

Algumas problematizações da professora já com algumas hipóteses dos alunos, cheias de lugares para serem preenchidas com conhecimentos e novas percepções sobre essas aprendizagens:
- De onde vem o gelo? “da cerração, do orvalho, da nuvem que cai sobre algumas plantas, do vento”.
- O que faz derreter o gelo? “O sol, o calor, o vento”.
O que faz dar o frio e o calor? “Mudança de tempo, o clima, cada estação tem seu tempo. Que o mundo levantava para o sol e daí era calor e quando se abaixava era frio”.
- Por que tem cerração de noite e menos durante o dia? “Porque de noite  e de madrugada vem uma nuvem passageira que passa a cerração. E de noite dá mais frio. O sol passa e daí o que ele esquenta ele derrete”.
- Por que de noite geralmente é mais frio que de dia? “Por que a lua é menor e não consegue esquentar tanto que nem o sol”.
- A lua não é tão quente como o sol? “Por isso que de noite ela não consegue esquentar e derreter gelo e/ou esquentar.
- O que sabemos do sol? “Eu sempre acho que o sol é como um relógio e a cada hora, ele muda um tantinho”.
- O sol nasce num lugar e se põem em outro. De que forma? “ele vai girando atrás da montanha e vai dando a luz para a lua e as estrelas”.
- O que gostaríamos de saber?
- como cai a geada.
- como posso visitar o mundo inteirinho.
- como faz cair neve.
- por que o plutão não é mais considerado um planeta.
- o júpiter é o planeta mais parecido com a terra.
- como mandam satélite para outro planeta.
- a gravidade segura a gente. Como isso funciona?

"Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Mas nem todas as respostas cabem num adulto".
Vinícius de Moraes


Profe Deisi e turma do 3º ano







A MINHA ÁRVORE – COMO EU VIM PARAR AQUI?

   Cada início de ano é especial, pois temos a grande oportunidade de compartilhar da vivência de todos os nossos colegas, além de aprender com a história de vida de cada um. Para o início deste ano, construímos a nossa linha do tempo, feita com pesquisas com nossos avós e bisavós para a construção da nossa Árvore da Vida, a  árvore genealógica e também para conhecer sobre as memórias de vida de nossos antepassados, especialmente sobre quando eles vieram ao Brasil e de onde vieram.
   O trabalho possibilitou algumas problematizações sobre a nossa chegada ao Brasil, como por exemplo: como é possível nós estarmos aqui, se dizem que os primeiros habitantes do Brasil foram os Índios? Então, “Como eu vim para aqui?”.
   Através deste tema foi possível perceber a chegada de outros povos ao Brasil (Portugueses, Espanhóis, Alemães, Italianos, Afro-descendentes,... ) ocorrendo uma grande miscigenação. Este trabalho se fez necessário para que as crianças pudessem se situar numa linha de tempo e conhecer sua história de vida e a história de vida de gerações passadas que marcam indiretamente a sua história.
   Através deste estudo passamos a conhecer mais sobre a origem de nossos sobrenomes, costumes de décadas passadas, como por exemplo, como era o namoro (não se beijava em público como hoje, no máximo, o noivo podia despedir-se beijando a mão da noiva e deixá-la em sua casa, após o passeio); as mulheres lavavam a roupa em grandes bacias; a televisão, em preto e branco, era ainda muito cara e difícil de encontrar; as pessoas iam assistir à TV na casa dos vizinhos; precisavam se organizar com os serviços para à noite ouvir a novela que a rádio transmitia todos os dias; muitos usavam o lampião para iluminar a casa; já existia o fogão à gás, mas muitos mantinham o fogão a lenha; as ruas eram calmas, com poucos carros; as crianças podiam brincar à vontade nas calçadas e muitos brinquedos eram construídos pelas próprias crianças como bonecas de pano e carrinhos de madeira com rodas de carretéis, pois, como grande parte das roupas eram costuradas pelas mães, tinha-se muito desses materiais sobrando.
   Brincamos de repórter para entrevistar nossos avós e nossos pais. Tivemos um outro momento super importante! A visitação de nossos avós e alguns bisavós na sala de aula, numa manhã incrível, de contação das memórias de antigamente! Ouvir essas histórias, nos possibilitou aprender mais e, para nossos queridos avós, a oportunidade de relembrarem de maneira viva, aquilo que um dia já lhes pertenceu. Foram relatos riquíssimos, que nos fizeram perceber que, mesmo em uma época tão distante e diferente, tudo foi muito especial, lindo e único. E, hoje, isso vive nas memórias de quem teve a oportunidade de vivê-la.


Profe Deisi e turma do 3º ano.




Arthur, Carol e felipe com seu avô Simão.

Maicon com seu bisavô Durvalino.

Nícolas com sua avó Ema.

Manuele com seu avô Acácio.